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sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Ventos vespertinos

O tempo na verdade
Não é assim, tão cruel,
Cumpre sem vaidades
Seu indelegável papel

À risca... 
Não se arrisca,
Aparta amores,
Alivia dores
E veste, de novo,
O velho de novo!

Compensa as horas perdidas
Na construção do passado
Com ventos vespertinos
Que refrescam na memória
Essa dúbia e confusa história
Dum tempo quase sem tempo
Que sequer tem tido tempo
De celebrar suas vitórias!

Belo Horizonte, 10/02/2005